O enfrentamento ocasional.
O prélio na difusão da informação faz com que alguns profissionais de comunicação se alterem e nesse sentido, nem passa longe de serem poucos os que por se acharem muito capacitados fazem a crítica pela crítica. Sem uma avaliação aprofundada da situação, apenas fazem em resposta a uma simples opinião. E o que parece é que o uso indevido da liberdade de imprensa já não é um enfrentamento de idéias e de interpretações. É o abuso e o vale tudo da difamação, criação de fato e distorção de informação (ver reação do PT no caso dos textos apócrifos) e não se pode deixar de lembrar a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.
São os donos da informação e delas fazem o que bem entendem sem pensar a quem possa atingir ou em quem a informação vai chegar. Eles (formadores de opinião) estão mantendo refém à população. E riam, nunca na história deste país, o falso e o sem fundamento foi tão utilizado por marqueteiros e comunicadores. Vejo-os em um campo de batalha, onde a fúria os levou a loucura a ponto de escorrer uma baba grossa de veneno espumando em suas bocas; não possuem o mínimo respeito a quem quer que seja. E nem é necessário ser autoridade, basta que qualquer pessoa emita determinada opinião e que dela eles discordem, ou que um outro, não compactue do entendido. Ou seja, é preciso muito pouco para que se instale o escarnecimento e a humilhação. E isso se vê em todos os campos em que a mídia e a informação de massa sejam utilizadas. É o caos.
O que assusta mesmo é que de quem falo, são ilustrados, articulados, graduados e consagrados que a meu ver caracterizam-se em não contemporâneos. Ao invés de contribuir estão fazendo um dês-serviço quanto a crescente e irrefreada dinamização da emissão de opinião nas redes-sociais. Ter a razão é imprescindível a eles. Serem donos da razão é batalha campal. Veja os grandes jornais, grandes jornalistas e os pequenos também e a partir daí vai-se do marqueteiro ao simples simpatizante do quer que seja. Está no ár ou na Time-line a intolerância.
Os donos da razão ideológica se perderam e não estão se dando conta da mudança que não deixa mais lugar para tuti-capos e “fazedores de cabeça” do povo. Eu sou a atual opinião pública, e afirmo que não tenho a pretensão de ter a razão o que quer dizer que um bom argumento pode me fazer rever minhas convicções. É sempre preciso deixar claro que não há mais espaço para a manipulação. O povo tende a partir dessa eleição, tomar posse do seu direito inquiridor e se tornar cada vez mais organizado forçando aos poucos a renuncia do despótico poderio da informação escrita, falada e televisionada.
Quando em viajem a trabalho, eu pude observar principalmente nas periferias que o povo cada vez mais tende a votar naquele que conhece encaminhando a política para as ações regionalizadas dos representantes da sua localidade. É o fim do poderio dos que se valiam do dinheiro para arrebatar o voto dos mais longínquos porteirões. As redes sociais trazem ou levam a qualquer um a informação. Mesmo que seja ainda a manipulável, mas que faz com que qualquer cidadão reflita e repensem as ações e atitudes dos que se fazem eleitoriáveis, ampliando seu poder de decisão.
Mas este processo fará com natural consciência e de forma ampla a extirpação dos impositores fortalecendo assim a soberania não mais manipulável e com o anseio de se tornar protagonista da nova narrativa popular do Brasil, cada vez mais participativa e não apenas delegável. Fechando o espaço ao braço ideológico da corrupção dos interesses.
A nova realidade vem trazendo uma pergunta que já é ouvida até no interiorzão onde fui fazer uma pesquisa encomendada. “Quem é que vai me ajudar aqui na minha cidade ou quem é que já fez ou pode realmente fazer algo para resolver as necessidades locais do meu município”. E o que se coloca agora em jogo é a real solução do enfrentamento das necessidades locais.
Os novos sujeitos são aqueles que eram mantidos à margem e agora despontam com perspectivas novas para construir uma nova realidade do país. Então os que já têm noção do processo de revisão de papeis no debate ideológico dão um prazo para que os impositores se adaptem e revejam seus intentos para que não sejam vistos como ultrapassados, retrógrados e chatos.
