segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Sobre emitir.


Tenho dificuldades para expor minhas idéias ou impor o que penso... Não sou Covarde, nem medrosa. Não sou o tipo que se sente bem apenas em chegar a uma conclusão íntima  e quando consigo assimilar uma situação com clareza, tiro minhas próprias conclusões, faço minhas anotações e as mantenho para mim. Vez ou outra exponho para alguém e isso acontece geralmente quando confio ou a pessoa tem acesso a minha intimidade, não tenho essa pretensão quixotesca para difundir verdades, porque sei quão pesada é a  responsabilidade que se deve ter ao emitir uma opinião e divulgar um raciocínio.
Minha lógica, apenas interessa a mim. 
Quando faço uma análise de determinada situação, fato, ou seja, lá o que me chama atenção e  chego a uma conclusão que difere do que é, mantenho apenas para mim. Vou trabalhando o raciocínio, fazendo anotações, lendo e ouvindo opiniões. O garimpeiro faz isso, diariamente em sua  faiscação solitária de extrair. E utilizando mais uma comparação, utilizo a técnica da maceração da informação. O resultado é que geralmente  a informação que chega é como uma satisfação que se dá.  "Olhem eu estou preocupado e indignado como você pode ver no meu comentário... mas é só isso o que posso fazer". 
Claro, não estou exigindo novos super-heróis ou mártires. Mas sim, uma maior responsabilidade com o que  é  divulgado. Quando chego enxergar além, sinto um prazer que comparo ao prazer que se tem na masturbação. Não tem ninguém pra te cobrar o gozo. É, e pode-se dizer que chega ao egoísmo. Todo ser que se masturba na verdade, naquele momento, quer o prazer pra si. E esse prazer de ter uma visão mais elevada sobre determinada situação não me dá o direito de impor.
Aliás, prefiro me abster desse mal, conheço os limites do meu ego. E isso deveria estar explicito nas regras do termo de adesão ao mundo das opiniões.
Quando exponho minhas elucubrações a alguém, esse logo e sempre me pergunta - Por que você não escreve sobre isso - Ouvir isso me faz bem danado, mas “pensando bem”. Tem tanta gente pensando e escrevendo qualquer coisa que prefiro me reservar. De que adianta desperdiçar meu prazer com qualquer!
Foi assim que aconteceu numa dessas noites bem acompanhada que ando tendo ultimamente e que quase sempre tem um intervalo para filosofia ou alguma coisa do gênero, que me soltei em alguns comentários. E lá veio a pergunta. E dessa vez considerei a possibilidade.
Tudo bem que está disponível apenas para uma pessoa o que já bastante para eu me preocupar com o que escrevo.
Mas vamos lá, é o novo que me impulsiona, afinal de contas como todos aqueles que têm sede de conhecimento e não desfazem da astrologia um dos mais antigos estudos do comportamento humano... Sou sagitariana.